Fique por dentro dos micro-nichos na advocacia em 2022

Falar dos micro-nichos na advocacia não é um tema recente, no entanto, a pauta foi bastante acelerada a partir da relação da sociedade com a tecnologia e a crescente personalização que veio a partir disso. 

Explico melhor: o consumidor atual é bombardeado com centenas de conteúdos diariamente, o que aumentou a sua percepção e participação naquilo que o atrai, naquilo que pode resolver o seu problema.

Sendo assim, a busca por soluções personalizadas e profissionais especialistas em determinados assuntos, têm crescido diariamente. E na advocacia não é diferente. 

Os micro-nichos de atuação no mercado jurídico são uma tendência já observada desde antes da pandemia da Covid-19, e mesmo diante de um momento em que o distanciamento social têm diminuído, essa nova realidade só tende a crescer.

No artigo de hoje, nós abordaremos os seguintes pontos:

  • O que são os micro-nichos na advocacia?
  • Conceito de Direito Digital 
  • E-commerce e varejo
  • Segurança digital
  • Propriedade intelectual
  • Conclusão
  • Sobre a MaxJus

 

O que são os micro-nichos na advocacia?

 

O advogado especialista se posiciona perante seus clientes como uma autoridade no assunto, o que por si só não garante a imediata contratação pelo cliente, pois afinal, quantos especialistas é possível encontrar em uma simples busca no Google? 

É nesse cenário que surge a oportunidade de se destacar atraindo públicos com demandas altamente segmentadas

A ideia de oferecer uma solução específica dentro de um nicho já estabelecido, é o que chamamos de micro-nicho na advocacia.

O profissional que detém uma boa técnica e que conhece a fundo qual é a dor e o objetivo de seu cliente, consegue desenvolver serviços personalizados e de alto valor agregado.

Uma boa dica é destacar seu diferencial competitivo através de áreas que são tendências atuais, como é o caso do Direito Digital. 

 

Conceito de Direito Digital 

 

Com o aumento das relações dentro do ambiente digital, foi necessário criar um ramo do Direito para proporcionar a regulamentação das práticas e proteção dos dados de quem utiliza as redes, daí nasceu o Direito Digital.

A informatização em massa e a presença da tecnologia nas relações humanas resultaram também na prática de ilegalidades como vazamento de dados, roubos e ataques hackers. 

Daí, é natural que se crie procedimentos que visam maior proteção às pessoas, empresas e órgãos governamentais, bem como uma legislação aplicável para crimes digitais. 

Falaremos agora sobre alguns dos variados segmentos dentro do Direito Digital que são uma excelente aposta para o advogado que deseja atuar em micro-nichos na advocacia. 

E-commerce 

O crescimento desse modelo de negócio nos últimos anos é notável, porém, a legislação aplicável para o segmento não acompanhou o mesmo ritmo. 

Como resultado, as empresas acabam atuando em uma zona de incerteza jurídica, o que pode ser uma boa oportunidade para o advogado performar com essa demanda em específico. 

Aqui, o Direito do Consumidor pode balizar a atuação deste profissional, por meio de consultorias para uma melhor logística de atendimento, vendas e relacionamento com o cliente, por exemplo.

O profissional que opta por micro-nichos na advocacia pode atuar de maneira consultiva ou contenciosa.

Segurança digital

A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018), popularmente conhecida como LGPD, surgiu com o propósito de regulamentar a utilização de dados pessoais e o cuidado dispensado a eles. 

O advogado atuante no segmento de Compliance e que detém conhecimento acerca da proteção de dados, deve ter seu foco voltado para as empresas que buscam estar em conformidade com a lei. 

Este é um micro-nicho do mercado jurídico que está em grande ascensão atualmente.

Propriedade intelectual

A área de propriedade intelectual não é relativamente nova, no entanto, as demandas relacionadas à criação de novos produtos digitais (como o NFT), devem acentuar a necessidade de especialistas em Direito da Propriedade Intelectual. 

Ter conhecimento especializado em processos de registros e patentes e oferecer soluções em ramos específicos (campo artístico e/ou propriedade industrial), certamente será um diferencial competitivo para o profissional.

 

Conclusão 

 

Ao desenvolver o micro-nicho em que vai atuar, geralmente o advogado tem ao seu favor uma demanda pouco explorada. 

Para a captação de novos clientes, é possível utilizar conteúdos direcionados ao público-alvo com ênfase no produto único a ser ofertado.

Dica: se você já um advogado especialista em alguma área do direito e tem interesse em desenvolver o seu micro-nicho, observe quais são as demandas do seu cliente que se tornam mais segmentadas em detrimento daquelas consideradas mais comuns. 

Por exemplo, um advogado previdenciário percebe que um número significativo de seus clientes que estão na fase de preparação para a aposentadoria, possuem direitos trabalhistas alcançados ao longo da vida através de ações trabalhistas. 

Nesse cenário, é possível oferecer averbações junto à Previdência, uma vez que essas informações não são transmitidas automaticamente nos âmbitos trabalhista e previdenciário. 

Percebeu que é uma demanda altamente específica, agrega valor e que pode ser melhor apresentada a essas pessoas? Observe as oportunidades!

 

Sobre a MaxJus

 

Ao fazer o cadastro na plataforma da MaxJus, o advogado tem ao seu dispor uma página de serviços que pode ser personalizada com uma foto de capa e perfil, além de deixar todos os seus meios de contato como telefone, e-mail e redes sociais.

Como o marketing de conteúdo é uma das técnicas mais indicadas para o mercado da advocacia, quem utiliza a MaxJus dispõe de um espaço para fazer publicações ilimitadas de artigos, notícias e até vídeos sobre temas que podem despertar o interesse dos clientes. 

Já para o cidadão que deseja contratar um profissional, a plataforma disponibiliza filtros personalizados por região e especialidade, o que possibilita conexões assertivas. 

Nós unimos demandas e soluções! Se você deseja desenvolver ainda mais seu contato com o público, não deixe de conferir os planos que disponibilizamos e suas inúmeras vantagens!

 

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Este texto é destinado aos profissionais que estão iniciando a jornada do empreendimento e irão prestar seus serviços jurídicos a partir de um próprio negócio. Citaremos dois pontos relevantes para análise: a estrutura física e o mindset que você cria para sua empresa! Confira.

Estrutura do escritório de advocacia

Qual a estrutura ideal para o meu negócio? Devo investir em um imóvel de alto padrão? Devo me posicionar em uma localização central? Depende do perfil do seu cliente.

De nada adianta ter um escritório luxuoso, em um bairro elegante, se a sua clientela for de pessoas humildes e que dependem de transporte público para chegar ao local.

Caso os clientes sejam de diferentes níveis ou você prefira reduzir as despesas do seu negócio, é possível utilizar-se de salas de trabalho e de reuniões em coworkings.

O Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-SP já se manifestou em algumas ementas sobre a legalidade da utilização de coworkings da OAB, desde que atendidos os limites do Estatuto da OAB, tais como:

• Eventuais arquivos e computadores devem ser isolados e de uso restrito dos advogados;
• As salas de reunião devem garantir o total sigilo e confidencialidade;
• O cliente deve ficar o mínimo possível na recepção conjunta;
• As ligações telefônicas devem ser direcionadas diretamente ao advogado ou para uma central de recados que apenas o advogado tenha acesso.

(Fonte: ementa 4.951/2017, TED OABSP)

Leia: Melhorando a produtividade no trabalho

Missão

Muito se ouve falar sobre planejamento estratégico de negócios. Você, empresário, sabe me dizer qual a missão do seu empreendimento?

A missão é o objetivo do negócio, ou seja, o motivo de sua existência. Assim, todo o planejamento e decisões da empresa devem ser avaliadas se atingem a missão.

Parece algo óbvio, mas em meio às alucinantes tarefas do dia a dia, algumas decisões equivocadas podem ser tomadas em descompasso com a missão do negócio. Quer um exemplo singelo? Digamos que uma empresa tenha como missão a educação financeira de pessoas alheias ao mercado financeiro.

A contratação de um profissional com ótimo conhecimento técnico do mercado financeiro, mas que não tenha aptidão pedagógica, vai totalmente de encontro com a missão da empresa.

Assim, nunca se perca da missão da sua empresa. Submeta todas as suas decisões ao fim maior do seu negócio. Você pode compartilhar a missão da sua empresa ou do negócio dos seus sonhos? Deixe um comentário abaixo!

Sobre o autor

Marco Livoti trabalhou durante os últimos 20 anos em multinacionais do setor de máquinas agrícolas, tais como JF, Vermeer, Storti e CLAAS, nas quais atuou como gerente de comércio exterior, abrindo e capacitando concessionários em mais de 44 países.

Hoje é treinador, coach e palestrante, tendo como carro-chefe o programa de treinamento intitulado “Vendedor do Futuro”, destinado a incrementar a performance de equipe de vendas.

Para conhecer mais sobre o trabalho do Marco, acesse seu site clicando aqui!

 

Precisa contratar advogado? Quase todo mundo já esteve em situações onde o auxílio jurídico, seja para tirar dúvidas sobre algum assunto ou para ajuizar uma ação na justiça, se fez necessário.

Mas afinal, como escolher um bom advogado?

Com o crescente uso da internet para definir nossas escolhas do dia-a-dia, não é difícil se deparar com anúncios de escritórios e de profissionais autônomos oferecendo consultoria para as mais diversas áreas.

No entanto, essa escolha precisa ser assertiva e satisfatória. Pensando nisso, exploramos alguns aspectos para se analisar antes de fazer a contratação. Confira!

Contratar advogado não deve ser uma escolha difícil

Da mesma forma que as pessoas buscam um bom encanador para resolver um problema de vazamento em suas casas, contratar um advogado requer atenção e alguns cuidados essenciais para obter uma boa experiência.

Apesar da simples comparação, você deve estar se perguntando: “Será que é isso mesmo? não é mais complicado buscar por um profissional que vai cuidar das minhas questões pessoais perante a Justiça?”

A resposta é não! Não é mais complicado. Óbvio que existem pontos que merecem cautela, afinal, existem “picaretas” em todos os lugares, e não seria diferente no meio jurídico. Mas geralmente há um certo receio e desconfiança nessa procura, o que leva muita gente a confiar somente em indicações de pessoas próximas.

De fato, receber a indicação de um conhecido que possui um advogado de confiança é uma boa! Contudo, hoje vou te apresentar 4 dicas bem legais pra você ter em mente quando precisar contratar um profissional até então desconhecido. A internet será uma boa aliada nessa procura!

1- Verifique o registro profissional (OAB)

Em primeiro lugar, para exercer a advocacia é necessário que o profissional tenha seu registro ativo na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Sendo assim, nossa dica inicial para sua busca por um advogado é essa: comece pesquisando seu registro no Cadastro Nacional dos Advogados, é possível fazer isso clicando aqui.

2- Busque por especialidades

Se você precisa de uma consulta sobre leis trabalhistas, vai fazer contato com um advogado que seja especialista na área criminal? Não há muita lógica nisso, certo?

Ainda que todos os advogados tenham estudado sobre variadas áreas durante a caminhada acadêmica, contar com um especialista será sempre um diferencial.

No MaxJus você faz uma busca personalizada por especialidades. Faça conexão com profissionais de todas as regiões do país que possuem total expertise para sua questão!

3- Não abra mão da transparência

Preze sempre pela clareza. Seja em um primeiro contato por telefone ou durante o atendimento presencial/online, é essencial que o advogado se faça entender.

Um bom profissional sempre deve indicar o caminho mais viável e honroso para sua questão.

4- Cheque as avaliações e referências

Por último, é quase impossível não encontrar o site ou demais canais digitais de um prestador de serviços na internet. Aproveite a oportunidade e verifique a reputação online do advogado.

Confira comentários, depoimentos e avaliações! Vale até fazer contato com clientes antigos e perguntar como foi sua experiência.

Agora você já sabe como contratar um bom advogado!

Geralmente as pessoas costumam se preocupar com o preço na hora de contratar um advogado, e isso não é errado. Entretanto, assim como em toda prestação de serviços, é importante se atentar para não cair no famoso “barato que sai caro”.

Se você acha que encontrou a assistência jurídica que deseja, procure saber quais são as formas de pagamento disponíveis para saber sua possibilidade de fechar contrato dentro dessas condições.

Acima de tudo, escolha um profissional que lhe transmita segurança e confiança. Ao levar em conta os elementos que apontamos ao longo deste artigo, certamente será possível encontrar um bom advogado que agregue valor e te ofereça uma experiência proveitosa. Boa procura!

O marketing jurídico ocupa – ou pelo menos deveria ocupar – um espaço importante dentro do planejamento de um escritório ou de um profissional autônomo no ramo da advocacia.

As universidades não costumam oferecer abordagens sobre métodos de prospecção, vendas e relacionamento com o cliente, por isso os advogados devem extrapolar o conhecimento técnico e ir em busca dessa expertise que é essencial para a saúde dos negócios.

Em razão disso, para falar um pouco mais sobre a importância do marketing jurídico e qual estratégia você não pode deixar de fora de sua atividade, criamos esse artigo para explicar mais sobre o tema. Acompanhe!

Por que dar atenção ao marketing jurídico?

Em meio a constante transformação no modo de fazer negócios, o bom e velho marketing continua sendo um aliado das empresas. No mercado jurídico isso não deve ser diferente!

Falo isso pois muitos profissionais têm dificuldade em enxergar sua prestação de serviços como um autêntico empreendimento que precisa se fazer comunicar com o potencial cliente.

Anteriormente, uma das principais objeções com o marketing na advocacia se dava pelas restrições do Código de Ética da OAB acerca da captação de clientes. Não que isso tenha mudado, mesmo diante de discussões sobre prováveis alterações no modo de fazer publicidade para a área.

Contudo, os tempos mudaram, assim como o comportamento dos consumidores. Se antes um advogado era contratado através de indicações feitas por um conhecido, hoje a procura tem sido em ambiente digital. 

É nesse cenário que o marketing jurídico se torna um diferencial. Essa segmentação do marketing voltada para profissionais do direito tem o objetivo de posicioná-los no mercado e fortalecer suas relações com o cliente.

Além disso, ainda que suas principais ações sejam realizadas de modo on-line, nada impede que o marketing jurídico se faça presente também no off-line.

Criação de conteúdo no marketing jurídico

Eu diria que umas das premissas do marketing jurídico é comunicação estabelecida pela criação de conteúdo relevante

Os escritórios que se empenham em oferecer informações educativas de modo recorrente, conseguem “guiar” seu potencial cliente por uma jornada de reconhecimento de problema, consideração e busca pela solução. 

Além disso, o universo do direito é muito amplo e, na maioria das vezes, complicado. Por que não simplificar isso para as pessoas? Afinal, todos estão pesquisando alguma coisa ao longo do dia nas redes.

Porém, tão importante quanto comunicar, é se empenhar na criação e distribuição de conteúdos personalizados que podem gerar valor e confiança. 

Contratar um advogado não é como ir na padaria e pedir meia dúzia de pães. Cada pessoa vai seguir um caminho específico até o fechamento, e ser guiada por informações ao longo desse processo será uma experiência diferenciada.

Canais de distribuição de conteúdo

Conheça alguns dos canais mais comuns e eficientes que podem ser amplamente utilizado por advogados na distribuição de seus conteúdos:

  • Blogs: Esse é um dos canais que cresceu juntamente com a internet, e ainda vale a pena dedicar um espaço no site ou até mesmo manter um blog separado, para postar materiais explicativos sobre áreas do direito, atualizações e informativos.

 

  • E-mail marketing: Assim como o blog, o e-mail é uma ferramenta antiga que já foi muito desacreditada. Porém, muitos negócios são adeptos de estratégias bem estruturadas de e-mail marketing para manter um bom contato com a base, e consequentemente, aumentar as vendas recorrentes

 

  • Redes sociais: Talvez as redes sociais sejam o local para estar mais próximo do cliente e conhecer seus interesses. Nem sempre vai fazer sentido para o escritório estar em todas as redes, mas é preciso se atentar àquelas que vão gerar maior oportunidade, por exemplo: escritórios de advocacia que prestam serviços para empresas, devem estar presentes no LinkedIn (rede social voltada para o meio corporativo/profissional).

 

  • Youtube: Seguindo a premissa de desmistificar o juridiquês, a gravação de vídeos com simples explicações sobre determinados temas pode ser uma ótima ação para ganhar visibilidade e reconhecimento.

Preciso contratar um especialista em marketing jurídico?

Até aqui apresentamos várias dicas sobre produção de conteúdo no marketing jurídico, e com certeza você deve estar achando que é impossível gerir tudo isso sozinho.

Realmente, se propor a fazer um trabalho consistente com o devido planejamento e acompanhamento de métricas, demanda tempo e atenção que costumam ser destinados às atividades jurídicas. 

Hoje em dia já existem diversos profissionais especializados em marketing jurídico com habilidades para gerir essa área, que deve andar junto com o setor comercial. 

Quando o escritório opta pela contratação de um responsável pelas ações do marketing jurídico, todas as decisões passam a ser melhor qualificadas. 

Se a realidade do advogado autônomo é distante de um escritório já estruturado, vale a pena buscar conhecimentos voltados para o marketing e iniciar sua visibilidade por meio das redes sociais ou quem sabe até um site.

O que não pode é ficar de fora dessa realidade que veio para ficar!

Muitos profissionais ainda ficam em dúvida quanto às determinações da OAB sobre o uso de marketing para captação de clientes. 

No artigo de hoje vamos entender porque a publicidade para advogados possui tais ressalvas e quais são as expectativas do mercado jurídico para a nova proposta da Ordem que sugere alterações no modo de divulgação de serviços. Acompanhe!

É permitido exercer o marketing jurídico?

A resposta é sim! Tanto é que existem diversas empresas oferecendo consultorias de marketing jurídico em todo o país. É fato que as mudanças no comportamento do consumidor acompanharam o crescente uso da internet, e hoje em dia a procura por qualquer demanda costuma ser feita nas redes. 

Se antigamente as pessoas encontravam escritórios de advocacia ou profissionais autônomos por indicação ou nas páginas amarelas, atualmente essa busca pode ser facilmente realizada em buscadores como o Google ou por meio das redes sociais. 

O marketing jurídico vem justamente para otimizar os resultados no ramo da advocacia. Posicionamento de marca e captação de clientes são alguns dos objetivos alcançados por meio de técnicas da área. 

Ocorre que algumas práticas existentes na publicidade de outros mercados não condizem com o que é estabelecido no Código de Ética e Disciplina (CED) no Provimento 94/2000. Por exemplo: Fazer promessa de resultados a partir de possível contratação, fixar e mencionar valores de honorários e serviços e veicular anúncios por meio de rádio ou televisão.

Tais procedimentos ultrapassam a fronteira da informação, que é justamente até onde o profissional do direito deve ir ao produzir seu marketing. Contudo, o Provimento não é tão claro quanto a esses limites, o que abre espaço para diversas interpretações. 

OAB cria proposta que altera permissões quanto a publicidade para advogados

Recentemente o advogado Ary Raghiant Netom que faz parte da coordenação de publicidade da OAB, apresentou uma série de atualizações que alteram as determinações do Provimento. A expectativa é que a votação do Conselho Federal para a proposta ocorra até o mês de Abril. 

Criada após várias audiências com profissionais de todas as regiões brasileiras, a proposição possui 14 artigos esclarecedores que fazem contraste com os conceitos indeterminados do Provimento. 

Um dos principais pontos da proposta refere-se a permissão para uso de métodos que buscam alcançar o público-alvo de advogados e escritórios. E claro, tudo deve ser planejado e realizado de maneira que não fira os preceitos éticos das normativas da Ordem.

O Google Ads (plataforma de anúncios do Google) e o impulsionamento de redes sociais fazem parte das permissões abordadas no documento. Até então ambos são proibidos, o que causa insatisfação no mercado jurídico devido aos bons resultados que os recursos costumam trazer para os negócios.

Para visualizar o quadro comparativo com as alterações sugeridas, clique aqui (Fonte: Migalhas). 

Como o marketing jurídico pode atuar

Eu diria que a primeira coisa a se fazer é definir seu público-alvo. Fica muito mais fácil produzir informações personalizadas para quem realmente deseja recebê-las. Conheça seu potencial cliente e saiba qual canal utilizar para encontrá-lo.

Em segundo lugar, crie conteúdos relevantes e multicanais. Um dos princípios do Código de Ética remete a publicidade de caráter meramente informativo, ou seja, compartilhe assuntos que possam trazer esclarecimentos à sociedade. Para isso, utilize as práticas do Marketing de Conteúdo.

Para veicular seus conteúdos, pense sobre a possibilidade de criar um blog ou um site. Ter um espaço próprio para postar artigos, notícias e vídeos traz notoriedade e autoridade para o advogado.

Se possível, invista em SEO. Essa técnica reúne vários elementos que possibilitam a otimização de sua página para melhor ranqueá-la nas pesquisas do Google e assim alcançar um maior número de pessoas.

Por fim, mas não menos importante, indico o uso das redes sociais. O LinkedIn, Facebook e Instagram têm grande potencial de alcance e possibilitam a interação com o público. Além de que, “todo mundo” está conectado em pelo menos alguma dessas redes e as chances de seu negócio ser visto aumentam e muito.

Conclusão

Até que a nova proposta para uso de publicidade seja votada, há vários mecanismos já disponíveis que auxiliam os advogados na veiculação de sua imagem e seus serviços.

Nesse cenário, o MaxJus é uma plataforma completa que permite essa divulgação e conecta profissionais à pessoas que buscam por variadas demandas jurídicas. 

Dica: para desenvolver sua atividade de maneira sustentável e marcando presença online, crie estratégias, acompanhe a performance das ações efetuadas e mensure os resultados obtidos. Um bom planejamento de marketing será imprescindível para nortear todo esse caminho. Boa sorte e sucesso!