Branding? É melhor fazer direito.

Ao longo de duas décadas de história, e inúmeras marcas e identidades visuais para o mercado jurídico criadas aqui na agência, há uma pergunta que sempre aparece nas salas de reunião: se o profissional ou o escritório de advocacia são prestadores de serviço, e como costumeiramente acontece com esse tipo de negócio, eles têm um histórico de crescimento da sua carteira de clientes embasado na indicação (ou o famigerado boca a boca), por que é preciso investir em uma marca ou em um trabalho de identidade, digamos, mais profissional?

Bom, os motivos são vários, mas aqui nesse artigo em questão, o intuito é trazer de forma prática três pontos principais e técnicos do por quê uma identidade visual bem construída faz muita diferença no vasto mercado jurídico.

O primeiro ponto que considero fundamental é a DIFERENCIAÇÃO e PERSONALIDADE.

Assim como vemos em diversos segmentos de produtos ou serviços, identidades visuais carregam também um “DNA” de qual categoria pertencem.

Basta uma voltinha nos corredores do supermercado para constatar essa afirmação. Sabões em pó e produtos de limpeza em geral trazem em seus logotipos, letras em negrito para transmitir a sensação de força contra a sujeira e geralmente em itálico (inclinadas) para remeter à rapidez e praticidade prometidas.

Mas e em escritórios de advocacia ou profissionais/empresas do setor jurídico, essa dinâmica acontece e aparece da mesma maneira? Bom, com base em uma pesquisa rápida em qualquer buscador na internet e na experiência de mercado, a resposta é SIM.

Começando pela escolha do nome do escritório -base de toda identidade – por exemplo, é quase uma unanimidade encontrarmos sobrenomes combinados ou iniciais dos proprietários em pelo menos 80% dos casos. Na parte visual, tipografias com letras serifadas, cores mais fechadas e símbolos com a balança representadas de diferentes formas.

Isso nos indica duas coisas: a primeira é que existe uma identidade culturalmente (bem) construída pelo segmento e hoje assimilada por todos. Porém olhando por uma outra óptica, poderíamos dizer que este segmento está utilizando de soluções já consagradas e portanto, trazendo aos respectivos proprietários pouca diferenciação ou personalidade.

Vale lembrar que não estamos aqui julgando se este é o melhor caminho ou solução. Apenas trazendo um cenário para refletirmos sobre este tópico. Ou seja, se pretendo me destacar ou construir minha própria personalidade de marca, é importante que eu ou minha empresa, sejamos notados e percebidos como pertencentes ao segmento que estamos.

Neste caso, utilizar elementos, símbolos ou ícones que sejam já estabelecidos e facilmente identificáveis pelo público-alvo é um caminho “mais certo” e talvez o mais curto. Mas é o melhor?

Para responder a essa pergunta acho que podemos abordar o segundo ponto fundamental: a UNICIDADE.

O conceito de pertencimento de forma geral diz que para fazer parte de um grupo, é preciso ter alguns parâmetros de similaridade.

Para ilustrar o que quero dizer, podemos pegar os exemplos que são os encontrados em nichos estereotipados e aceitos pelo senso comum, como descrever um executivo com “terno e uma pasta”. Uma skatista com calças largas e boné, e por aí vai.

Mas quando o assunto é ser único, podemos dizer que não é apenas pela diferenciação visual que essa leitura virá.

Este é um equívoco muito comum e que muita gente comete: achar que o branding é o logotipo ou só a parte visual. De fato é uma parte super importante do branding e que materializa, de certa forma, a proposta da empresa, do profissional ou do produto.

É como olhar alguém, e pelo jeito como se veste, ter uma ideia de quem aquela pessoa é. Pode ser uma evidência, mas definitivamente não é o todo.

O branding traz consigo vários atributos de marca, como sua forma de falar, quais são seus valores, sua sonoridade, seu cheiro, quais causas apoia genuinamente, que tipo de conteúdo posta em suas redes sociais, etc. Isso só pra citar alguns itens desse vasto universo, que acabam tornando uma empresa personificada, cujo nome técnico é mais conhecido como antropomorfismo.

Mas calma. A ideia aqui não é falar difícil ou confundir ninguém. Só apresentar o mundo de possibilidades do branding, que começa, invariavelmente com uma representação gráfica adequada.

Pra fazer uma analogia bem humorada, é escolher a roupa certa para a audiência. Ir de tênis e bermuda, principalmente pensando no ambiente que irá frequentar, certamente não passará a melhor imagem, mesmo sendo o profissional mais gabaritado ali.

O terceiro e derradeiro ponto fundamental é o TEMPO.

Como o termo branding, que define estas estratégias de construção de marca vem do original em inglês, é relevante e interessante notar que se trata de um gerúndio. Ou seja, empresas são vivas e suas respectivas marcas assim também precisam ser.

Significa que é um trabalho contínuo, incessante e que seus frutos aparecem a longo prazo com trabalho realizado no dia a dia. Sem fórmula mágica ou atalhos.

Desta forma, podemos dizer que, quanto antes e de forma mais estratégica e profissional a marca for cuidada, incluindo sua concepção, antes ela irá transformar seus resultados junto aos canais de relacionamento e pontos de contato com o consumidor, que serão muito mais efetivos, bem como seus ganhos potenciais como rentabilidade, fidelidade e tomada de decisão dos clientes virão mais rápidos e assertivos.

“Mas já tenho minha marca há anos e nunca me atentei para isso, o que devo fazer?” 

A resposta é simples: antes tarde do que nunca. E a boa notícia é que nunca é tarde para cuidar da marca.

Uma revitalização, um ajuste ou mesmo uma mudança radical – o que fizer mais sentido no diagnóstico – mostrará para o mercado, para os clientes e para os funcionários que aquela empresa continua moderna, em evolução e com “fome”. Atributos que, como já vimos, fazem total sentido com o discurso dos pilares que vimos neste artigo.

Sobre o autor

Júnior Biasoli é Sócio Diretor da Dote Publicidade, agência especializada com diversas premiações da área.

Para conhecer mais sobre o trabalho da Dote, acesse seu site clicando aqui!

O que você, advogado, faz depois de uma reunião com um possível novo cliente? Já ouviu falar em “follow-up de vendas” para fechar novos contratos? Sabe o que é e por que é tão importante? Descubra mais sobre o assunto acompanhando o texto até o final!

O que dizem os números

A maior parte dos fechamentos não acontece no primeiro, nem no segundo, terceiro ou quarto contato. Pesquisas demonstram que cerca de 80% dos casos de sucesso ocorre entre o quinto e sétimo contato! Sim, é isso mesmo!

60% dos clientes dizem não quatro vezes antes de dizer sim. No entanto, 48% dos vendedores nunca fazem, sequer, o segundo contato.

Os números usados neste artigo são de estatísticas da área de vendas, pois não existem pesquisas específicas para advogados. Mas se pensarmos na atuação advogados, é fácil perceber que não se usam técnicas legais de prospecção na área da advocacia. Aliás, os advogados tem dificuldade de visualizar a advocacia como um negócio e não gerenciam seus escritórios como uma empresa.

Pois bem, advogado, é um grande erro desistir nos primeiros contatos para investir energia em novos potenciais clientes.

Como fazer follow-up para conquistar um novo cliente?

Seguem algumas sugestões:

a) Ligue ou compareça à reunião no horário especificado e combinado com a pessoa. Não telefone ou apareça de surpresa: 42% das pessoas dizem se sentirem mais incentivadas a negociar se o contato ocorrer em um horário que estiverem “abertas” à conversa;

b) Dê espaçamento entre os contatos. Quando o que se oferece é algo mais caro e que depende de uma maior relação de confiança, como os serviços advocatícios, o “namoro” costuma ser mais longo e os contatos mais espaçados: 20% das vendas comuns dependem de um contato superior a 12 meses, para se ter uma ideia;

c) Responda às dúvidas do potencial cliente rapidamente: 35 a 50% das pessoas fecham com o fornecedor que responde primeiro;

d) Ouça mais, fale menos. Isso favorece uma conexão emocional com a outra parte (lembrando que contratar é uma ação movida pela emoção e não pela razão).

Por exemplo, quando for conhecer uma nova empresa, interesse-se pela história do empreendimento, pergunte sobre o mercado dos serviços vendidos, interesse-se pelos procedimentos internos e casos de sucesso da empresa, ao invés de apenas expor teses jurídicas. Quase 60% das pessoas sentiriam-se mais encorajadas a fechar um negócio se não se sentissem pressionadas ou incomodadas;

e) Treine algumas respostas para contornar alguns tipos de objeções prontamente,

f) Utilize alguma ferramenta de controle de follow-up (como, por exemplo, software jurídico que permita gerenciar os contatos com potenciais clientes).

Temos a tendência a pensar que fizemos mais contatos ou que o fizemos há menos tempo do que a realidade. Além disto, é importante manter o histórico e evolução dos contatos para não ser repetitivo ou omisso.

fonte: Hubspot

A arte de conquistar novos clientes envolve bom senso, envolvimento, paciência e organização. Com a cadência adequada é possível aumentar a sua carteira de clientes de uma forma saudável e nos limites do Estatuto de Ética e Disciplina da advocacia.

Sobre o autor

Marco Livoti trabalhou durante os últimos 20 anos em multinacionais do setor de máquinas agrícolas, tais como JF, Vermeer, Storti e CLAAS, nas quais atuou como gerente de comércio exterior, abrindo e capacitando concessionários em mais de 44 países.

Hoje é treinador, coach e palestrante, tendo como carro-chefe o programa de treinamento intitulado “Vendedor do Futuro”, destinado a incrementar a performance de equipe de vendas.

Para conhecer mais sobre o trabalho do Marco, acesse seu site clicando aqui!

O que seu escritório de advocacia está fazendo para integrar o marketing jurídico à LGPD?

LGPD está em vigor desde setembro de 2020, e a partir de agosto de 2021, a ANPD já pode aplicar sanções a quem não cumpre a Lei. Seu projeto de marketing jurídico já está ajustado a essa realidade?

Neste artigo, vamos elencar 10 ações práticas que seu projeto de marketing jurídico deve ter para se adequar à LGPD, e ao mesmo tempo, avançar para o inbound marketing, que é a principal estratégia de marketing jurídico digital.

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Como integrar o marketing jurídico à LGPD: 10 ações essenciais

1º item: transparência

Deixe muito claro para os leads que entrarem no seu site o que você vai fazer com os dados que serão capturados.

Seja claro sobre a forma de comunicação também.

2º item: formatar a política de privacidade

No seu documento de Termos de Uso e Política de Privacidade, devem constar todos os itens referentes à “relação” do seu escritório (que, virtualmente, é representado pelo seu site) com as pessoas que acessam seu site e seus conteúdos. Deve ser como um contrato que rege a comunicação, determinando: quais serão os dados colhidos, qual será a frequência e a forma de comunicação, a finalidade do uso dos dados, entre outros itens.

Essa Política deve estar disponibilizada no seu site, por meio de um link exclusivamente dedicado a ela. Ela deve ser referenciada nos formulários de inscrição e downloads de conteúdos.

3º item: sistema de inbound marketing para integrar o marketing jurídico à LGPD

Ter um software de inbound marketing vai melhorar a sua estratégia de relacionamento, automatizando os passos do funil de vendas. Ao mesmo tempo, o software vai fazer o trabalho de gerenciamento do controle dos consentimentos requeridos pela LGPD.

4º item: consentimento de base legal para novos entrantes

Tenha um checkbox para que as pessoas que acessam o seu site autorizem a comunicação do seu escritório com ele, segundo as orientações e as regras da sua Política de Privacidade.

Esse checkbox deve estar acessível e ser de clara compreensão. Cada visitante do site deve visualizá-lo para poder marcá-lo no mesmo momento em que for preencher o formulário para baixar seu e-book, receber seu e-mail marketing, ou realizar qualquer ação de conteúdo que você oferecer.

5º item: consentimento retroativo

A LGPD também se aplica àquela base de clientes antiga que você eventualmente tenha. Mas com esses contatos, o consentimento pode ser obtido de forma diferente: por meio do consentimento retroativo.

Antes, porém, recomendamos que você faça uma higienização da sua base de e-mails. Delete contatos velhos, antigos e inativos.

Depois, inicie uma campanha de comunicação (por e-mail, pop ups no site, posts em redes sociais, ou outras ações) para requerer consentimento retroativo.

Esse requerimento pode se dar mediante um simples botão, mas mesmo assim, é preciso disponibilizar o link da Política de Privacidade, ainda que o cliente não venha a lê-la por completo.

6º item: base legal por legítimo interesse

Uma outra forma de registrar o consentimento de contatos atuais e antigos, para fins legais, é fazer uma análise da sua base de dados. Identifique quais são os clientes que se comunicam com você frequentemente, abrem seus e-mails, enviam mensagens. Para esses clientes, não é preciso pedir o consentimento.

7º item: minimize os dados coletados ao integrar o marketing jurídico à LGPD

No marketing, existe uma teoria: “Quanto menos coisas você pedir para as pessoas, mais leads vai conseguir.”

Então, não peça muitas informações. Priorize aquilo que é realmente importante para sua estratégia de comunicação, como:

  • nome (você vai chamar seus clientes pelo nome nos e-mails),
  • e-mail (para enviar os conteúdos),
  • e em alguns casos, o telefone (para enviar mensagens ou ligar para oferecer o agendamento de uma reunião ou um serviço).

8º item: evite dados pessoais sensíveis

Evite dados que caracterizem as pessoas, como cor dos olhos, religião, orientação sexual etc. Para o marketing jurídico, você não precisa disso nesse momento.

9º item: fortaleça a segurança da informação

Resguardar a sua base de dados é fundamental.

Tenha firewalls e sistemas antivírus em seus servidores. Limite o número de pessoas que têm acesso aos dados dos leads e clientes, treine essas pessoas e garanta que elas saibam os cuidados necessários que devem ter com o tratamento de dados, nos termos da LGPD.

10º item: opt out (descadastramento)

Disponibilize a opção do opt out (descadastramento) em todas as suas comunicações por e-mail.

A maioria dos softwares de disparo de e-mails já traz essa opção automaticamente, mas certifique-se de que é o caso do software que você está usando.

É direito das pessoas deixar de receber as comunicações a qualquer momento, então essa opção precisa ser oferecida a elas de forma clara e simplificada.

Artigo postado originalmente no blog da In Company.

Sobre o autor

Alexandre de Souza Teixeira é Head e Sócio Fundador da In Company e especialista em marketing jurídico há 16 anos. Para conhecer mais sobre o trabalho do Alexandre, acesse seu site clicando aqui!

Muitas pessoas perguntam como seria um plano básico de marketing jurídico. Embora não exista uma fórmula pronta, temos um projeto básico para te ajudar a visualizar as principais etapas e estratégias para ter uma marca jurídica, uma presença digital e começar a gerar resultados com marketing jurídico.

Confira um plano básico de marketing jurídico em 3 dicas e veja como começar!

Prefere assistir este conteúdo em vídeo? Clique aqui

Qual é o plano perfeito de marketing jurídico?

A princípio, a resposta para essa pergunta é a mesma que você, advogado, já conhece muito bem: Depende!

Depende de uma série de fatores:

  • a sua área (ou áreas) de atuação;
  • sua região geográfica;
  • seu público alvo;
  • a maturidade da sua marca;
  • a autoridade que você já alcançou.

Mas existem dicas gerais importantes que podem se aplicar a qualquer caso.

Neste artigo, vamos apresentar um tripé básico para você começar no marketing jurídico.

Formate a parte institucional e branding

Todo escritório deve ter uma marca com identidade definida para se posicionar no mercado, mostrar os seus valores e ter uma ligação com seu público alvo.

Essa definição é muita profunda e depende primeiramente dos objetivos e características particulares de cada advogado e escritório.

Mas em termos de comunicação, essas definições são expressas por meio de aspectos tangíveis, como logotipo e identidade visual estampados em:

  • papelaria timbrada;
  • assinatura de e-mail;
  • arquivos Word timbrados para peticionamento;
  • folders digitais do seu escritório em formato PDF pra enviar por WhatsApp ou e-mail.

Tenha um domínio próprio na Internet

É essencial ter o seu domínio (website) e uma conta de e-mail associada a esse domínio (por exemplo: advogado@escritorio.adv.br). Isso denota autoridade e profissionalismo.

Também é importante ter uma assinatura de e-mail, padronizando as suas respostas.

Mas não basta comprar um domínio: o site deve ter uma modelagem e programação adequada a técnicas de marketing digital, como SEO e um sistema de blog.

Investir em SEO (Search Engine Optimization, ou Otimização para Mecanismos de Buscas) é fundamental para indexar seu site e seus posts ao Google. Esse investimento pode sair mais caro do que a aquisição e desenvolvimento de um site básico, mas ele traz um melhor retorno (sobretudo no médio e longo prazo).

Sem esse investimento, eventualmente você notará que o site está “perdido na Internet”, sem atrair tráfego, e vai desejar fazer um segundo site. Ou seja: será uma estratégia barata, mas que pode sair mais caro em breve.

Comece a investir em ferramentas de marketing digital – inbound marketing jurídico

Para que todo esse valor e investimento seja percebido pelo mercado, aposte no marketing digital com as técnicas de inbound marketing jurídico.

O inbound marketing é focado na atração de audiência por meio de conteúdo informativo desenvolvido para ser relevante para uma persona (perfil do seu público alvo).

Esse é o principal motivo pelo qual o inbound marketing é o que mais se alinha com as diretrizes e permissões da OAB. Ele não promove serviços, apenas entrega informação.

  • Comece a publicar notícias e artigos informativos;
  • Escolha as redes sociais que têm mais aderência com o seu público alvo;
  • Para os conteúdos mais longos (acima de 400 palavras), poste primeiro no seu blog, depois nas redes sociais. Ao postar nas redes, convide e direcione o público para ler o conteúdo completo no seu blog.

Conclusão: continue se aprofundado no marketing jurídico

Nesse artigo, você conferiu um plano básico de marketing jurídico. Serviu para te fornecer uma noção de como começar e quais são os pontos mais importantes dentro da estratégia.

Naturalmente, isto é apenas um começo. Cada ponto pode ser destrinchado em dezenas de outros pontos.

Sobre o autor

Alexandre de Souza Teixeira é Head e Sócio Fundador da In Company e especialista em marketing jurídico há 16 anos. Para conhecer mais sobre o trabalho do Alexandre, acesse seu site clicando aqui!

Advogado, você sabe a diferença entre marketing, publicidade e propaganda na advocacia? Muita gente confunde esses conceitos. É fundamental diferenciá-los para fazer marketing jurídico e saber quais ações tomar para não ferir o Código de Ética da OAB.

Confira uma explicação prática e entenda a diferença entre marketing, publicidade e propaganda na advocacia!

 

 

Marketing é maior que publicidade e propaganda

O marketing faz parte da estrutura fundamental da gestão de qualquer empresa ou escritório de advocacia. Está ligado à gestão da entrega do produto ou serviço, pois o marketing deve estar alinhado à estratégia do produto, o seu público alvo, preço, região geográfica de venda — e, no caso da advocacia, deve estar alinhado com as áreas do Direito em que o escritório atua, a persona, as soluções jurídicas oferecidas.

No momento em que você abre seu escritório de advocacia, você está fazendo marketing, pois marketing é atuação no mercado. Se você quer atuar no mercado, deve prestar um serviço que satisfaça a necessidade de alguém. Também vai precisar definir os elementos conhecidos como “os 4 P’s do mix de marketing”:

  • produto;
  • preço;
  • praça (localização);
  • promoção – comunicação.

Mas a forma como a comunicação é distribuída e executada pode ser feita como publicidade ou como propaganda.

O Código de Ética da OAB não admite a propaganda, mas admite a publicidade advocatícia.

O que é publicidade?

A publicidade advocatícia tem cunho informativo. Sua finalidade é tornar pública uma informação. Essa informação pode ser sobre um tema jurídico, ou sobre o seu escritório.

Pode ser transmitida por meio de um blog post, um post de rede social, um site, um e-book. É aquele conteúdo feito para ajudar um empresário a entender melhor um assunto do Direito Trabalhista (sem oferecer orientações), ou um conteúdo feito para informar que seu escritório agora também atende demandas de Direito Previdenciário, por exemplo.

A publicidade jurídica é permitida, pois tem cunho meramente informativo, educativo. Ela serve para educar, transmitir informações, ou tornar público um conceito sobre seu negócio. Ela não oferece nenhum serviço.

O que é propaganda?

Por sua vez, a propaganda tem natureza de promoção de vendas. É por isto que o Código de Ética da OAB não permite que se faça propaganda, ou ações de captação de clientela, a fim de não descaracterizar a natureza do serviço jurídico.

Diferença entre publicidade e propaganda na advocacia

É claro que a publicidade advocatícia feita de forma ética também busca vender. Isso não é um problema. O problema acontece quando a publicidade apresenta, oferece um produto ou serviço. Se faz isto, ela se transforma em propaganda.

A publicidade é uma informação, a venda deve ser uma consequência natural dela, uma finalidade indireta. Sua finalidade direta é a transmissão de conhecimento, iniciação de relacionamento, gerar valor para a marca, fazer com que ela seja percebida pelo público.

Juntando a publicidade com outras estratégias como o inbound marketing, temos o marketing jurídico.

Quais estratégias a publicidade advocatícia e o marketing jurídico usam?

  • Apresentações institucionais;
  • Site jurídico;
  • Landing pages especiais;
  • Blog;
  • Redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter, LinkedIn, Clubhouse);
  • Vídeos;
  • Webinars;
  • Podcats;
  • Palestras;
  • E-books;
  • Newsletter jurídica;
  • Eventos digitais e offline;
  • Relacionamento;
  • E muito mais.

Recursos gratuitos e recursos pagos da publicidade advocatícia

A propaganda digital normalmente é paga.

A publicidade geralmente não é, mas pode ser. Por exemplo: impulsionamento de posts nas redes sociais, compra de palavras chaves no Google Ads.

Falando especificamente sobre o Google Ads, existe uma polêmica quanto a ele se enquadrar como publicidade ou propaganda.

O Google Ads é um catálogo de informações posicionadas nos locais certos para ganhar visibilidade. Ela não precisa ser uma propaganda: pode ser apenas um anúncio sobre seu escritório e as áreas que ele atende.

Artigo postado originalmente no blog da In Company.

Sobre o autor

Alexandre de Souza Teixeira é Head e Sócio Fundador da In Company e especialista em marketing jurídico há 16 anos. Para conhecer mais sobre o trabalho do Alexandre, acesse seu site clicando aqui!

O Conselho Federal da OAB aprovou 13 artigos do novo Provimento que irá regulamentar a publicidade advocatícia — ou, melhor, “marketing jurídico”, expressão que a OAB agora abraça plenamente.

Provavelmente no meio de agosto de 2021 entrará em vigor oficialmente as novas regras.
Entenda essas mudanças e confira os principais pontos do Provimento, juntamente com a nossa análise.

Entenda o contexto das mudanças no marketing jurídico feitas pela OAB

As mudanças nas diretrizes sobre a publicidade advocatícia já eram vislumbradas há anos.

Em 2019, a OAB abriu uma consulta para saber o que os advogados e advogadas do Brasil pensam sobre as atuais regras da publicidade na advocacia.

Com base nestas respostas e também em análises do próprio Conselho, estudou-se a reforma das regras sobre publicidade na advocacia, para passar a enfrentar temas como o uso de redes sociais, impulsionamento de postagens, google ads e outros.

O projeto que está sendo votado propõe a revogação do Provimento CFOAB n.º 94/2000.

O novo Provimento teve a redação de 13 artigos, juntamente com um Anexo Único, aprovada pelo Conselho Pleno no dia 15/07/2021.

O texto aprovado já nos mostra as direções que a publicidade para a advocacia deve tomar — começando, inclusive, pelo fato de que o texto usa explicitamente a expressão “marketing jurídico”.

Saiba mais no próximo item.

Principais regras sobre marketing jurídico segundo o novo Provimento do Conselho Federal da OAB

Destacamos abaixo os pontos de maior destaque na redação nova aprovada pelo CFOAB.

 

Marketing jurídico, conteúdo e publicidade

O artigo 1º não apenas usa a expressão “marketing jurídico”, como também afirma expressamente que ele é permitido.

Antes, falava-se apenas em “publicidade” para a advocacia.

O artigo 2º traz ainda as definições de cada um:

  • Marketing jurídico: Especialização do marketing destinada aos profissionais da área jurídica, consistente na utilização de estratégias planejadas para alcançar objetivos do exercício da advocacia (inciso I)
  • Marketing de conteúdos jurídicos: estratégia de marketing que se utiliza da criação e divulgação de conteúdos jurídicos, disponibilizados por meio de ferramentas de comunicação, voltada para informar o público e para a consolidação profissional do advogado ou escritório de advocacia (inciso II)
  • Publicidade: meio pelo qual se tornam públicas as informações a respeito de pessoas, ideias, serviços ou produtos, utilizando os meios de comunicação disponíveis, desde que não vedados pelo Código de Ética e Disciplina da Advocacia (inciso III)
  • Publicidade profissional: meio utilizado para tornar pública as informações atinentes ao exercício profissional, bem como os dados do perfil da pessoa física ou jurídica inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil, utilizando os meios de comunicação disponíveis, desde que não vedados pelo Código de Ética e Disciplina da Advocacia (inciso IV)
  • Publicidade de conteúdos jurídicos: divulgação destinada a levar ao conhecimento do público conteúdos jurídicos (inciso V)

Os §§ 1º e 2º do artigo 1º falam ainda da obrigação de que as informações veiculadas sejam objetivas e verdadeiras, inclusive impondo o dever de comprovação da veracidade das informações veiculadas quando assim solicitado pelos órgãos competentes para a fiscalização da OAB.

Analisando os primeiros artigos do novo Provimento, entendemos que a OAB agora compreende o marketing jurídico em toda a sua amplitude, compreendendo o marketing de conteúdo, que é o principal elemento do inbound marketing, e alinha-se totalmente com os demais princípios da OAB.

Inclusive, até mesmo no que diz respeito à publicidade, o artigo 3º, caput, traz mais uma vez o preceito de que “a publicidade profissional deve ter caráter meramente informativo”.

Percebe-se, então, a importância do conteúdo informativo dentro do marketing jurídico e da publicidade advocatícia.

Notamos ainda a preocupação da OAB com o combate às fake news e a manutenção da credibilidade e seriedade da advocacia.

Publicidade ativa e passiva

De acordo com o novo Provimento, a publicidade ativa (exemplo: impulso de postagens para um público segmentado que não te segue) é a “divulgação capaz de atingir número indeterminado de pessoas, mesmo que elas não tenham buscado informações acerca do anunciante ou dos temas anunciados”.

publicidade passiva (exemplo: postagem orgânica, sem impulsionar) é a “divulgação capaz de atingir somente público certo que tenha buscado informações acerca do anunciante ou dos temas anunciados, bem como por aqueles que concordem previamente com o recebimento do anúncio”.

Em análise anterior destas disposições que estavam sendo votadas, nós já havíamos nos posicionado no sentido de que essa regra basicamente legitima ainda mais o uso de estratégias de topomeio e fundo de funil.

O artigo 4º do novo Provimento afirma que as duas formas de publicidade podem ser usadas no marketing de conteúdo jurídico, “desde que não esteja incutida a mercantilização, captação de clientela ou emprego excessivo de recursos financeiros”.

Exercício e divulgação de atividades paralelas à advocacia

Além de continuar proibida a divulgação de serviços de advocacia em conjunto com outras atividades, o novo Provimento vai além, dispondo que as regras do marketing e publicidade advocatícia também devem se aplicar “à divulgação de conteúdos que, apesar de não se relacionarem com o exercício da advocacia, possam atingir a reputação da classe à qual o profissional pertence” (art. 7º).

Mas há exceções e vários outros pontos em que a OAB trouxe segurança para a realização de outras atividades por parte dos advogados.

Por exemplo: fica expressamente permitida a divulgação da advocacia em conjunto com o magistério. Ademais, fica permitida a publicidade ativa no momento da venda de livros, cursos, seminários e outros eventos e bens destinados à comunidade jurídica.

Impulsionamento de posts, uso de Google Ads e anúncios pagos

Segundo a redação do novo Provimento, admite-se “a utilização de anúncios, pagos ou não, nos meios de comunicação”, exceto em outdoors, panfletos e outros meios elencados no art. 40 do Código de Ética e Disciplina da OAB.

Este texto é de grande relevância, pois sana uma das maiores dúvidas que existiam na comunidade jurídica e de marketing: a possibilidade de impulsionar posts em redes sociais e usar o Google Ads.

Agora, fica claro que isso é permitido, desde que não se use “meios ou ferramentas que influam de forma fraudulenta no seu impulsionamento ou alcance”.

Lives e webinars

O art. 5º, § 3º, permite a participação do advogado ou advogada em vídeos ao vivo ou gravados, na internet ou nas redes sociais, assim como em debates e palestras virtuais.

No entanto, não é permitido mencionar casos concretos, nem falar dos resultados do advogado/escritório, e as proibições dos arts. 42 e 43 do Código de Ética (tais como: responder habitualmente a consultas nos meios de comunicação) continuam valendo.

Conclusão: novo Provimento da OAB traz segurança para fazer marketing jurídico

Nesta data (19.07.2021), o novo Provimento ainda não foi publicado no Diário Eletrônico da OAB. Só entrará em vigor 30 dias após a data dessa publicação.

Mas ele traz expectativa de segurança jurídica para planejar o marketing jurídico, sobretudo o marketing jurídico digital !

Artigo postado originalmente no blog da In Company.

 

Sobre o autor

Alexandre de Souza Teixeira é Head e Sócio Fundador da In Company e especialista em marketing jurídico há 16 anos. Para conhecer mais sobre o trabalho do Alexandre, acesse seu site clicando aqui!