Faz sentido incluir um blog em uma estratégia de marketing digital jurídico?

Os blogs são utilizados como ferramentas em estratégias de marketing digital jurídico e de outras áreas há muitos anos, por isso é normal que você se pergunte se já não estão ultrapassados. Entretanto, já respondendo à pergunta presente no título deste texto: sim, ainda faz sentido contar com um a favor da sua comunicação.

O que mudou em todo esse tempo de existência desses portais de informação é a exigência, tanto por parte do público quanto dos próprios portais de busca. Então, um blog pode sim te ajudar, mas deve ser bem estruturado e nutrido com conteúdos de qualidade.

Como um blog pode ser útil em minha estratégia de marketing digital jurídico?

O blog pode atuar em diversas frentes de seu marketing digital jurídico. Uma delas é posicionar você ou seu escritório como verdadeiros especialistas naquilo que fazem

Para entender melhor, imagine que um cliente em potencial está em dúvida entre você e seu principal concorrente. Ao navegar pelo seu site, ele encontra diversos textos que mencionam casos similares ao dele, artigos que sanam dúvidas com as quais se deparou durante a situação que está enfrentando, entre outros materiais. Ao navegar pelo site do seu concorrente, ele não encontra nada além de uma breve história sobre como os sócios se conheceram e decidiram montar um escritório juntos.

Com certeza seu escritório pareceu mais preparado para ajudá-lo, não é? 

Em um blog, você pode abordar os assuntos com mais profundidade do que as redes sociais mais utilizadas possibilitam, o que te auxilia a demonstrar domínio sobre os temas abordados. Blogs são incríveis para estratégias de marketing de conteúdo e inbound marketing

Além disso, os artigos ainda funcionarão de forma educativa e de prospecção. Ao absorverem as informações que seu conteúdo oferece, o potencial cliente poderá moldar melhor suas dúvidas e conversar com você de forma mais objetiva, além de entender melhor como você pode ajudá-lo. 

E engana-se quem subestima esse poder de alcance e persuasão dos blogs! Pesquisas da Hubspot já mostraram que a maior parte dos consumidores lê múltiplos blogs por semana e já compraram algo de alguma empresa após lerem seu blog.

SEO também é vantagem!

O blog também tem uma finalidade técnica muito útil: te ajudar a ganhar posição para determinadas palavras-chaves nas SERPs (Search Engine Results Page), que são as páginas de resultado de pesquisas de plataformas como Google, Bing e Yahoo!.

Ao produzir conteúdo aplicando técnicas de Search Engine Optimization (SEO), você pode ganhar cada vez mais espaço nesses motores de busca e potencializar seu tráfego orgânico

Entre os 139 milhões de usuários de internet no Brasil, 92,58% utilizam o Google em suas pesquisas. Entre eles, estão potenciais clientes, buscando por soluções que você pode oferecer

Vale lembrar que essas buscas são feitas de forma ativa. Ou seja, o leitor que faz a pesquisa já demonstrou interesse naquele tema específico – diferente das redes sociais, em que o conteúdo é consumido de forma passiva, e a probabilidade de ser entregue a alguém que não tem interesse é mais alta. 

E para se ter uma ideia, cerca de 29% de todo o tráfego web mundial é gerado pelos buscadores. Isso mostra que, enquanto os motores de busca forem relevantes, os blogs também serão.

marketing digital para advogado

Distribuição do tráfego digital mundial
Fonte: Statista

Conclusão

Por fim, chegamos à conclusão de que um blog pode te ajudar a:

  • Posicionar-se como autoridade em sua área;
  • Qualificar potenciais clientes entregando informações que você considera relevantes;
  • Fechar novos contratos atuando como ferramenta de persuasão;
  • Aumentar sua presença em meios digitais (mais especificamente junto aos motores de busca).

É importante mencionar ainda que os resultados alcançados por blog são facilmente mensuráveis. Índices como quantidade de visitantes, taxa de cliques, fontes de tráfego e taxa de conversão de visitantes te ajudarão a monitorar o que esse recurso tem te entregado.

Entretanto, lembre-se de que o conteúdo e o site devem ser de qualidade e estruturados com técnicas que estejam de acordo com seus objetivos. Por isso, depois de estruturar seu blog, confira o artigo que preparamos com dicas para escolher os temas do seu conteúdo!

E para te ajudar a dar um novo passo em sua busca por clientes, contamos com planos focados em aumentar sua visibilidade! Com opções de assinaturas mensal, semestral ou anual, seremos seus aliados em seus objetivos de crescimento.  

marketing jurídico pode te ajudar a trazer mais empresas para a carteira do seu escritório? Com certeza! Mas para isso, é importante ter um planejamento bem delineado e uma persona bem construída.

Quando você faz um projeto de marketing jurídico sem uma persona bem definida, é como se estivesse atirando para todos os lados, ou para nenhum. Há mais de 5 milhões de empresas no Brasil, e você precisa saber muito bem com quais quer fazer negócio!

Acompanhe a leitura e aprenda como usar estratégias de marketing jurídico para fechar negócios com mais clientes PJ!

O que é a “persona” no universo do marketing e do marketing jurídico

No nosso artigo sobre marketing jurídico para clientes pessoas físicas, nós explicamos o conceito de “persona” e como ele é usado como técnica de planejamento de marketing.

Você pode conferir o texto completo clicando aqui, mas vale a pena relembrar também:

A persona é uma técnica utilizada por redatores e analistas de marketing para poder guiar a escolha das estratégiascanais e sobretudo a escolha dos temas e linguagem usados na criação de conteúdos e ações de marketing.

[…]

A persona geralmente tem até mesmo um nome e característicascomo um personagem de um livro ou novelaQuando a equipe de marketing for produzir conteúdosvai escrever como se estivesse falando com essa persona.

Atenção: a finalidade de criar uma persona não é discriminar pessoas ou criar diretrizes sobre quem seu escritório deve ou não deve atender!

A finalidade é apenas alcançar o máximo de efetividade possível em uma ação de marketing.

Como você pode perceber, a persona não é apenas um recurso lúdico ou uma técnica de estímulo. Na verdade, a persona é um conceito que direciona de forma bastante efetiva os projetos de marketing, sobretudo no marketing digital.

Mas esse importante conceito só vai funcionar se você criar uma persona bem definida, de forma bem alinhada com o planejamento estratégico do seu escritório e uma pesquisa cuidadosa sobre o perfil do seu público-alvo. Vamos entender melhor isso.

Por que é importante ter uma persona bem definida ao criar estratégias de marketing jurídico voltados para empresas?

Quanto mais genérica for a descrição da sua persona, menores são as chances de você produzir conteúdos que vão atingir diretamente o tipo de cliente que você quer ter.

A diferença entre a persona “empresa de médio porte” para a persona “bacharel em Direito, 35-45 anos, gerente financeiro de empresa de médio porte no segmento de comércio de calçados”, por exemplo, é gigante.

A segunda descrição é muito mais específica, e por isso, os conteúdos que você criar pensando nessa persona serão muito mais efetivos, pois falarão diretamente às dores e dúvidas desse tipo de pessoa. Consequentemente, você terá maiores chances de conquistar o interesse e confiança dessa pessoa, até que ela te veja como o advogado certo para auxiliá-la, o que levará à venda (no caso, a contratação dos seus serviços advocatícios).

Se o seu alvo é ter mais clientes PJ, a identificação da persona é extremamente importante. Afinal, existem mais de milhões de empresas no Brasil (segundo estatísticas do Cadastro Central de Empresasdivulgadas em junho de 2022), e todas elas têm necessidades inúmeras. 

Se você não define bem a sua persona na hora de fazer marketing jurídicoestará ecoando a sua voz indistintamente para todo esse universo de 5 milhões de empresas, com chances enormes de passar despercebido por todas elas.

Para que seu marketing seja certeiro, é importante definir bem o seu nicho e falar diretamente a ele. A persona é a tática que ajudará nisto.

Entenda as características dos clientes PJ para fechar mais negócios por meio das estratégias de marketing jurídico

Mesmo que o seu objetivo seja ter clientes PJ, obviamente as decisões de compra são tomadas por pessoas físicas: sócios, diretores, gerentes etc. Por isso, é importante saber quem é o individuo chave para fechar negócios no tipo de empresa que você quer alcançar.

Naturalmente, todas as pessoas são diferentes; os perfis, necessidades e costumes podem variar, dependendo do perfil que você traçou para sua persona. Mas em geral, as pessoas físicas que tomam decisões de compra para PJ têm algumas peculiaridades.

Confira algumas:

  • Processos de tomada de decisão mais longos

As decisões de compra tomadas dentro de uma empresa geralmente são submetidas à apreciação de uma série de pessoas, e às vezes até em votação. Muitas dessas decisões precisam estar alinhadas com uma programação financeira planejada por mês, ano, ou até mais de um ano.

Por isso, é comum que as negociações com clientes PJ levem mais tempo e que eles precisem de uma quantidade maior de informações até chegarem a uma decisão final. Essa é uma oportunidade de ouro para o marketing jurídico, sobretudo no inbound marketing, onde usamos conteúdos específicos de acordo com a etapa da jornada de compra do cliente.

Conforme as negociações evoluem, seus conteúdos podem ser utilizados para nutrir o cliente com as informações que eles precisam para tomar a decisão de compra.

  • Custo-benefício

Custo é um fator determinante na negociação com empresas. Quando falamos em custo, não estamos falando apenas do preço de cada serviço, mas também:

  • inclusão ou não dos tributos no preço (por exemplo: preço dos honorários livres de tributos ou com tributos inclusos);
  • condições de pagamento e flexibilidade na prestação dos serviços advocatícios em condições especiais conforme o fluxo de trabalho do cliente (por exemplo: fee mensal, ou pagamento por demanda, horas de consultoria etc.);
  • oferecimento de serviços de câmbio pelo escritório, ou outros que possam facilitar e reduzir custos em serviços performados no exterior;
  • e outros detalhes que influenciam nos custos que o cliente terá no curto, médio e longo prazo.

A publicidade advocatícia não pode mencionar valores nem condições de pagamento, tampouco divulgar promoções ou outras ofertas comerciais. Porém, por meio do seu conteúdo você pode alcançar as empresas que têm o perfil compatível com o seu escritório, e conforme a jornada de compra evolui, você terá oportunidades de contato direto e poderá oferecer e discutir essas condições especiais.

  • Experiência 

Muitos escritórios de advocacia concentram-se em divulgar a sua expertise técnica com diferencial na hora de fazer marketing jurídico. De fato, o conhecimento e as qualificações acadêmicas são grandes diferenciais e devem sim ser explorados em uma estratégia de marketing!

Mas quando estamos falando de clientes PJ, há outra coisa que é quase tão importante, ou até mais, que a expertise técnica: experiência prática.

Empresas têm cotidianos intensos e precisam de soluções práticas. Precisam de advogados que lhes transmitam confiança de que já lidaram com os tipos de problemas que a empresa tem.

Em resumo, empresas precisam de advogados experientes, para serem verdadeiros parceiros e guiá-los quando precisam. Dificilmente uma empresa vai querer arriscar seus recursos com advogados que não lhe passem a confiança de que saberão resolver seus problemas, pois não querem correr o risco de precisar gastar duas vezes com o mesmo problema.

Seu marketing jurídico é sua ferramenta para comunicar ao seu público que você tem experiência na sua área de atuação. Veja que não é preciso fazer autopromoção ou violar as diretrizes de publicidade advocatícia da OAB. A experiência é transparecida por meio do conteúdo que aborda o assunto de forma prática, focando em dores e soluções das empresas, em vez de apenas dissertar sobre a lei.

Elas não querem saber sobre leis, e sim querem um parceiro estratégico para evitar ou resolver problemas jurídicos.

Quer saber mais sobre marketing jurídico e as estratégicas que atraem os melhores resultados financeiros e de posicionamento digital para advogados?

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Sobre o autor

Alexandre de Souza Teixeira é Head e Sócio Fundador da In Company e especialista em marketing jurídico há 16 anos. Para conhecer mais sobre o trabalho do Alexandre, acesse seu site clicando aqui!

 

O marketing digital para advogado é uma ferramenta importantíssima para quem busca se destacar em um mercado tão competitivo. Para se ter uma ideia da necessidade latente de se destacar, vale reforçar o tamanho da concorrência: em 2019, a estimativa era de um advogado para cada 190 brasileiros. Felizmente, a internet é uma ótima ferramenta para aqueles que desejam alcançar e se comunicar com o público. 

Entre as estratégias de marketing digital mais indicadas para advogados, manter um blog ativo é uma das que têm ganhado mais protagonismo, pois seu formato possibilita que seja mais informativo que outras formas de conteúdo (como os posts em redes sociais, por exemplo).

Entretanto, escrever os artigos para seu portal nem sempre é uma tarefa fácil, e o primeiro desafio pode surgir logo de cara, ao precisar escolher um tema. Pensando nisso, separamos algumas dicas que podem te ajudar muito a se inspirar nesse momento. Então, que tal ler tudo até o final e depois nos contar nos comentários se alguma dica foi útil para você?

Marketing digital para advogado: comece escolhendo o objetivo do seu post.

Você já ouviu falar no Funil de Vendas (ou Pipeline)? Trata-se de um modelo estratégico criado para mostrar a jornada do cliente, desde o primeiro contato com seu escritório até o fechamento do negócio.

O funil de vendas é dividido em etapas que estão diretamente ligadas à jornada de compra. 

marketing digital para advogado

Funil de Vendas representa o momento de compra do público e auxilia a direcionar a abordagem do conteúdo.

 

Quem está no topo do funil, ainda está na fase de aprendizado ou descoberta, o que significa que ele ainda está descobrindo sua necessidade a ser resolvida. Nessa fase, seu conteúdo deve atrair e despertar a consciência sobre o problema.

Já aqueles que se encontram no meio do funil, têm consciência do problema, mesmo que não saibam como resolvê-lo. Sua função é construir um conteúdo informativo, com dicas que ajudem a entender o que precisa ser feito.

Por fim, aqueles que se encontram no fundo do funil, já estão plenamente conscientes do problema e em um um bom grau de maturidade para conversar com você e sua equipe sobre o que podem fazer pelo caso em questão. Nesse estágio, é importante que você construa conteúdos que reforcem sua credibilidade e te posicionem como referência na área, como cases e premiações.

Vale ressaltar que qualquer conteúdo criado deve seguir o Código de Ética da OAB, que foi atualizado em 2021, e sobre o qual já discorremos em outro artigo. Você também pode conferir um e-book que explica as mudanças preparado pela própria instituição.  

Confira os assuntos que têm chamado a atenção dos internautas!

Agora que você já definiu o objetivo do seu post, é hora de buscar insights pela internet. 

Acesse os principais portais de notícias para verificar quais são as mais lidas, assim como o Google Trends, que mostra as tendências de buscas no site, e também os Trending Topics do Twitter. Assim, você conseguirá ter uma ideia de o que o público quer saber e como aquilo pode se relacionar com a sua área de especialidade.

Escolha as palavras certas

Após listar alguns temas interessantes baseados na pesquisa do público, é importante pesquisar palavras-chave que otimizem o processo de localização do seu conteúdo nos motores de busca, como Google, Bing, Yahoo!, e outros.  

Para isso, o Google Keyword Planner pode ser uma mão na roda. Outras boas opções são, o Ubersuggest, do Neil Patel, e o SemRush que, apesar de pagos, contam com versões gratuitas (limitadas) muito úteis, que podem te ajudar a entender o volume de busca sobre uma determinada palavra, assim como a dificuldade em conseguir colocar seu artigo, focado nela, em uma boa posição

Você também pode usar essas ferramentas para analisar outros sites que tratem dos mesmos assuntos para buscar inspiração em seus conteúdos!

Linguagem também é importante

É possível que você já esteja muito acostumado a lidar com outras pessoas com amplo conhecimento em direito, por isso lidar com linguagem técnica já se tornou algo natural. Entretanto, essa não é a realidade da maior parte do seu público

É por isso que, ao escolher o tema, você deve se perguntar se é possível abordá-lo com uma linguagem simplificada, que facilite a compreensão por parte de quem é leigo no assunto. Um artigo bem informativo, com um tema interessante, mas que falha em ser claro ao leitor com quem você quer se comunicar, provavelmente não atingirá os objetivos para os quais foi escrito.

Uma boa forma de alcançar a linguagem ideal é adotar um conceito do marketing digital chamado de “definição de persona”. Resumidamente, trata-se de criar um personagem fictício (de preferência, com base em dados comportamentais reais) que representa seu cliente ideal e alinhar suas estratégias de marketing digital para advogado de acordo com as demandas dele

Veja um exemplo simples de persona para visualizar melhor esse conceito:

Gabriel, 34 anos: é comerciante, casado, largou a escola antes de completar o ensino médio, MEI, cuida sozinho da mãe viúva e suspeita que ela não recebe tudo a que tem direito em sua aposentadoria.

E então? Como você conversaria com Gabriel? Pense nele durante a execução de seu texto! Agora que você já tem um ponto de partida para escolher os temas dos seus artigos, é hora de começar a praticar e otimizar seu marketing digital para advogado. E se você deseja desenvolver ainda mais seu contato com o público, não deixe de conferir os planos que disponibilizamos e suas inúmeras vantagens!

Sobre o Autor

Hilton Júnior é redator freelancer, com experiência em agências de marketing digital. Para conhecer mais sobre seu trabalho, confira o seu LinkedIn!

Muitas pessoas perguntam como seria um plano básico de marketing jurídico. Embora não exista uma fórmula pronta, temos um projeto básico para te ajudar a visualizar as principais etapas e estratégias para ter uma marca jurídica, uma presença digital e começar a gerar resultados com marketing jurídico.

Confira um plano básico de marketing jurídico em 3 dicas e veja como começar!

Prefere assistir este conteúdo em vídeo? Clique aqui

Qual é o plano perfeito de marketing jurídico?

A princípio, a resposta para essa pergunta é a mesma que você, advogado, já conhece muito bem: Depende!

Depende de uma série de fatores:

  • a sua área (ou áreas) de atuação;
  • sua região geográfica;
  • seu público alvo;
  • a maturidade da sua marca;
  • a autoridade que você já alcançou.

Mas existem dicas gerais importantes que podem se aplicar a qualquer caso.

Neste artigo, vamos apresentar um tripé básico para você começar no marketing jurídico.

Formate a parte institucional e branding

Todo escritório deve ter uma marca com identidade definida para se posicionar no mercado, mostrar os seus valores e ter uma ligação com seu público alvo.

Essa definição é muita profunda e depende primeiramente dos objetivos e características particulares de cada advogado e escritório.

Mas em termos de comunicação, essas definições são expressas por meio de aspectos tangíveis, como logotipo e identidade visual estampados em:

  • papelaria timbrada;
  • assinatura de e-mail;
  • arquivos Word timbrados para peticionamento;
  • folders digitais do seu escritório em formato PDF pra enviar por WhatsApp ou e-mail.

Tenha um domínio próprio na Internet

É essencial ter o seu domínio (website) e uma conta de e-mail associada a esse domínio (por exemplo: advogado@escritorio.adv.br). Isso denota autoridade e profissionalismo.

Também é importante ter uma assinatura de e-mail, padronizando as suas respostas.

Mas não basta comprar um domínio: o site deve ter uma modelagem e programação adequada a técnicas de marketing digital, como SEO e um sistema de blog.

Investir em SEO (Search Engine Optimization, ou Otimização para Mecanismos de Buscas) é fundamental para indexar seu site e seus posts ao Google. Esse investimento pode sair mais caro do que a aquisição e desenvolvimento de um site básico, mas ele traz um melhor retorno (sobretudo no médio e longo prazo).

Sem esse investimento, eventualmente você notará que o site está “perdido na Internet”, sem atrair tráfego, e vai desejar fazer um segundo site. Ou seja: será uma estratégia barata, mas que pode sair mais caro em breve.

Comece a investir em ferramentas de marketing digital – inbound marketing jurídico

Para que todo esse valor e investimento seja percebido pelo mercado, aposte no marketing digital com as técnicas de inbound marketing jurídico.

O inbound marketing é focado na atração de audiência por meio de conteúdo informativo desenvolvido para ser relevante para uma persona (perfil do seu público alvo).

Esse é o principal motivo pelo qual o inbound marketing é o que mais se alinha com as diretrizes e permissões da OAB. Ele não promove serviços, apenas entrega informação.

  • Comece a publicar notícias e artigos informativos;
  • Escolha as redes sociais que têm mais aderência com o seu público alvo;
  • Para os conteúdos mais longos (acima de 400 palavras), poste primeiro no seu blog, depois nas redes sociais. Ao postar nas redes, convide e direcione o público para ler o conteúdo completo no seu blog.

Conclusão: continue se aprofundado no marketing jurídico

Nesse artigo, você conferiu um plano básico de marketing jurídico. Serviu para te fornecer uma noção de como começar e quais são os pontos mais importantes dentro da estratégia.

Naturalmente, isto é apenas um começo. Cada ponto pode ser destrinchado em dezenas de outros pontos.

Sobre o autor

Alexandre de Souza Teixeira é Head e Sócio Fundador da In Company e especialista em marketing jurídico há 16 anos. Para conhecer mais sobre o trabalho do Alexandre, acesse seu site clicando aqui!

O Conselho Federal da OAB aprovou 13 artigos do novo Provimento que irá regulamentar a publicidade advocatícia — ou, melhor, “marketing jurídico”, expressão que a OAB agora abraça plenamente.

Provavelmente no meio de agosto de 2021 entrará em vigor oficialmente as novas regras.
Entenda essas mudanças e confira os principais pontos do Provimento, juntamente com a nossa análise.

Entenda o contexto das mudanças no marketing jurídico feitas pela OAB

As mudanças nas diretrizes sobre a publicidade advocatícia já eram vislumbradas há anos.

Em 2019, a OAB abriu uma consulta para saber o que os advogados e advogadas do Brasil pensam sobre as atuais regras da publicidade na advocacia.

Com base nestas respostas e também em análises do próprio Conselho, estudou-se a reforma das regras sobre publicidade na advocacia, para passar a enfrentar temas como o uso de redes sociais, impulsionamento de postagens, google ads e outros.

O projeto que está sendo votado propõe a revogação do Provimento CFOAB n.º 94/2000.

O novo Provimento teve a redação de 13 artigos, juntamente com um Anexo Único, aprovada pelo Conselho Pleno no dia 15/07/2021.

O texto aprovado já nos mostra as direções que a publicidade para a advocacia deve tomar — começando, inclusive, pelo fato de que o texto usa explicitamente a expressão “marketing jurídico”.

Saiba mais no próximo item.

Principais regras sobre marketing jurídico segundo o novo Provimento do Conselho Federal da OAB

Destacamos abaixo os pontos de maior destaque na redação nova aprovada pelo CFOAB.

 

Marketing jurídico, conteúdo e publicidade

O artigo 1º não apenas usa a expressão “marketing jurídico”, como também afirma expressamente que ele é permitido.

Antes, falava-se apenas em “publicidade” para a advocacia.

O artigo 2º traz ainda as definições de cada um:

  • Marketing jurídico: Especialização do marketing destinada aos profissionais da área jurídica, consistente na utilização de estratégias planejadas para alcançar objetivos do exercício da advocacia (inciso I)
  • Marketing de conteúdos jurídicos: estratégia de marketing que se utiliza da criação e divulgação de conteúdos jurídicos, disponibilizados por meio de ferramentas de comunicação, voltada para informar o público e para a consolidação profissional do advogado ou escritório de advocacia (inciso II)
  • Publicidade: meio pelo qual se tornam públicas as informações a respeito de pessoas, ideias, serviços ou produtos, utilizando os meios de comunicação disponíveis, desde que não vedados pelo Código de Ética e Disciplina da Advocacia (inciso III)
  • Publicidade profissional: meio utilizado para tornar pública as informações atinentes ao exercício profissional, bem como os dados do perfil da pessoa física ou jurídica inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil, utilizando os meios de comunicação disponíveis, desde que não vedados pelo Código de Ética e Disciplina da Advocacia (inciso IV)
  • Publicidade de conteúdos jurídicos: divulgação destinada a levar ao conhecimento do público conteúdos jurídicos (inciso V)

Os §§ 1º e 2º do artigo 1º falam ainda da obrigação de que as informações veiculadas sejam objetivas e verdadeiras, inclusive impondo o dever de comprovação da veracidade das informações veiculadas quando assim solicitado pelos órgãos competentes para a fiscalização da OAB.

Analisando os primeiros artigos do novo Provimento, entendemos que a OAB agora compreende o marketing jurídico em toda a sua amplitude, compreendendo o marketing de conteúdo, que é o principal elemento do inbound marketing, e alinha-se totalmente com os demais princípios da OAB.

Inclusive, até mesmo no que diz respeito à publicidade, o artigo 3º, caput, traz mais uma vez o preceito de que “a publicidade profissional deve ter caráter meramente informativo”.

Percebe-se, então, a importância do conteúdo informativo dentro do marketing jurídico e da publicidade advocatícia.

Notamos ainda a preocupação da OAB com o combate às fake news e a manutenção da credibilidade e seriedade da advocacia.

Publicidade ativa e passiva

De acordo com o novo Provimento, a publicidade ativa (exemplo: impulso de postagens para um público segmentado que não te segue) é a “divulgação capaz de atingir número indeterminado de pessoas, mesmo que elas não tenham buscado informações acerca do anunciante ou dos temas anunciados”.

publicidade passiva (exemplo: postagem orgânica, sem impulsionar) é a “divulgação capaz de atingir somente público certo que tenha buscado informações acerca do anunciante ou dos temas anunciados, bem como por aqueles que concordem previamente com o recebimento do anúncio”.

Em análise anterior destas disposições que estavam sendo votadas, nós já havíamos nos posicionado no sentido de que essa regra basicamente legitima ainda mais o uso de estratégias de topomeio e fundo de funil.

O artigo 4º do novo Provimento afirma que as duas formas de publicidade podem ser usadas no marketing de conteúdo jurídico, “desde que não esteja incutida a mercantilização, captação de clientela ou emprego excessivo de recursos financeiros”.

Exercício e divulgação de atividades paralelas à advocacia

Além de continuar proibida a divulgação de serviços de advocacia em conjunto com outras atividades, o novo Provimento vai além, dispondo que as regras do marketing e publicidade advocatícia também devem se aplicar “à divulgação de conteúdos que, apesar de não se relacionarem com o exercício da advocacia, possam atingir a reputação da classe à qual o profissional pertence” (art. 7º).

Mas há exceções e vários outros pontos em que a OAB trouxe segurança para a realização de outras atividades por parte dos advogados.

Por exemplo: fica expressamente permitida a divulgação da advocacia em conjunto com o magistério. Ademais, fica permitida a publicidade ativa no momento da venda de livros, cursos, seminários e outros eventos e bens destinados à comunidade jurídica.

Impulsionamento de posts, uso de Google Ads e anúncios pagos

Segundo a redação do novo Provimento, admite-se “a utilização de anúncios, pagos ou não, nos meios de comunicação”, exceto em outdoors, panfletos e outros meios elencados no art. 40 do Código de Ética e Disciplina da OAB.

Este texto é de grande relevância, pois sana uma das maiores dúvidas que existiam na comunidade jurídica e de marketing: a possibilidade de impulsionar posts em redes sociais e usar o Google Ads.

Agora, fica claro que isso é permitido, desde que não se use “meios ou ferramentas que influam de forma fraudulenta no seu impulsionamento ou alcance”.

Lives e webinars

O art. 5º, § 3º, permite a participação do advogado ou advogada em vídeos ao vivo ou gravados, na internet ou nas redes sociais, assim como em debates e palestras virtuais.

No entanto, não é permitido mencionar casos concretos, nem falar dos resultados do advogado/escritório, e as proibições dos arts. 42 e 43 do Código de Ética (tais como: responder habitualmente a consultas nos meios de comunicação) continuam valendo.

Conclusão: novo Provimento da OAB traz segurança para fazer marketing jurídico

Nesta data (19.07.2021), o novo Provimento ainda não foi publicado no Diário Eletrônico da OAB. Só entrará em vigor 30 dias após a data dessa publicação.

Mas ele traz expectativa de segurança jurídica para planejar o marketing jurídico, sobretudo o marketing jurídico digital !

Artigo postado originalmente no blog da In Company.

 

Sobre o autor

Alexandre de Souza Teixeira é Head e Sócio Fundador da In Company e especialista em marketing jurídico há 16 anos. Para conhecer mais sobre o trabalho do Alexandre, acesse seu site clicando aqui!